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Psoríase: CAUSAS, SINTOMAS E TRATAMENTOS

psoríase

Você já ouviu falar em psoríase? Nome esquisito pra uma doença dermatológica relativamente bastante comum, mas que incomoda muito pela aparência que deixa na pele.

Isso porque ela causa lesões róseas ou avermelhadas, cobertas por escamas esbranquiçadas, que descascam a superfície da pele, e embora seja uma doença crônica, não é contagiosa, mas cíclica, que aparece e desaparece de tempos em tempos.

A sua causa é ainda desconhecida, mas sabe-se que existe uma predisposição familiar, apesar de não ser geneticamente transmissível.

Ela costuma apresentar sintomas de melhora e recaídas, sempre associados a diversos fatores como traumas (físico, químico, queimadura solar), infecções, ingestão de drogas, estresse emocional, baixa imunidade, etc. 

Pode acometer tanto homens quanto mulheres, de qualquer idade, além de surgir em áreas específicas e localizadas, como em todo o corpo.

Em geral, os locais mais atingidos são o couro cabeludo, cotovelos, joelhos, palmas das mãos, plantas dos pés, unhas e tronco.

Leia mais sobre a psoríase abaixo!

O que é psoríase

Chamamos de psoríase a doença dermatológica inflamatória da pele, crônica, não contagiosa, multigênica, embora a incidência genética seja apenas em cerca de 30% dos casos. 

Apesar da predisposição genética, ela também vem associada a fatores ambientais ou de comportamento, que provocam o surgimento de lesões rosadas ou avermelhadas, que evoluem para placas esbranquiçadas que descamam a pele. 

Embora as causas não estejam totalmente claras, acredita-se que o seu desenvolvimento se dá sob queda de imunidade, ou seja, quando o organismo detecta algum perigo e reage.

Neste caso, os linfócitos T (células responsáveis por defender o organismo) liberam substâncias inflamatórias que dilatam os vasos sanguíneos, fazendo com que outras células do sistema de defesa se encaminhem para a pele para contra atacar.

Este processo faz com que a pele acelere a sua proliferação, resultando na sua descamação através das lesões.

Há quem relacione a psoríase com certas doenças cardiometabólicas, doenças gastrointestinais, alguns tipos de cânceres e distúrbios do humor, que além de afetar a imunidade também afeta a qualidade de vida do paciente e até a expectativa de vida, se não for devidamente tratada.

Locais de aparecimento da psoríase

Em geral, costuma aparecer no couro cabeludo, cotovelos e joelhos, mas também podem acometer outras partes do corpo como palmas das mãos, plantas dos pés, unhas e tronco.

Porém, cerca de 30% dos pacientes apresentam inflamação semelhante nas articulações, que pode levar à artrite psoriásica, outra manifestação da doença mais grave.  

A psoríase costuma aparecer antes dos 30 e após os 50 anos, e em apenas 15% dos casos surge na infância.

Sintomas da psoríase

Geralmente, os sintomas de psoríase variam para cada pessoa, dependendo do local e gravidade, e podem incluir:

  • Manchas rosadas ou avermelhadas com escamas secas esbranquiçadas na superfície da pele (semelhante a ressecamento);
  • Pequenas manchas brancas ou escuras após melhora das lesões avermelhadas;
  • Pele ressecada e rachada, podendo até sangrar;
  • Coceira, queimação e dor no local acometido;
  • Unhas grossas, descoladas da base, de tom amarelado e com alterações na forma (sulcos e depressões);
  • Inchaço e rigidez nas articulações, podendo até deformar, em casos mais graves.

É importante destacar que a maioria dos casos de psoríase são leves, provocando desconforto quanto a aparência loca.

No entanto, há casos mais graves em que as lesões são dolorosas, podendo impactar significativamente a qualidade de vida e a autoestima da pessoa.

Fatores agravantes para o seu aparecimento

Como dissemos, as causas para o seu aparecimento podem depender de diversos fatores além da predisposição genética. 

Assim, certas condições podem aumentar as chances do desenvolvimento da psoríase ou até aumentar a sua frequência, piorando o quadro já existente, são elas:

  • Histórico familiar (cerca de 30% e 40% dos pacientes de psoríase possuem algum familiar com a doença);
  • Fatores estressantes;
  • Obesidade;
  • Clima frio e seco;
  • Infecções;
  • Uso de certos medicamentos a longo prazo, como antimaláricos, medicamentos para tratar hipertensão e transtorno bipolar;
  • Consumo de bebidas alcoólicas em excesso e tabagismo.

Tipos de psoríase

Há vários tipos de psoríase que podem ser diagnosticadas com mais precisão por um dermatologista especializado. Só ele será capaz de indicar o melhor tratamento, assim como identificá-la e classificá-la de acordo.

Dependendo da sua localização e características das lesões, a psoríase pode ser dos seguintes tipos diferentes:

Psoríase no couro cabeludo

Costuma se apresentar com áreas avermelhadas, com escamas espessas branco-prateadas no couro cabeludo.

Um dos sintomas da psoríase no couro cabeludo é a coceira que precede as lesões, deixando flocos de pele morta nos cabelos ou ombros, como se fosse caspa.

Por esta razão, é muito confundida e precisa ser diagnosticada logo para tratar devidamente.

Psoríase vulgar

É o tipo mais comum da doença. Se apresenta na forma de lesões de tamanhos variados, delimitadas a certas regiões, de cor avermelhada, prateadas ou acinzentadas, com escamas secas.

A psoríase vulgar pode surgir em locais variados, como no couro cabeludo, região lombar, joelhos, cotovelo, ao redor de cicatriz umbilical e até nas genitais, causando dor e coceira.

Casos mais graves podem rachar a pele até sangrar.

Psoríase invertida

Esse tipo de psoríase provoca lesões mais úmidas, geralmente localizadas nas dobras da pele, como áreas do couro cabeludo, axilas, virilhas e debaixo dos seios, atrás dos joelhos e cotovelos.

As manchas são avermelhadas, mas sem provocar descamação. Em geral, costuma acometer pessoas obesas ou que possuem sudorese excessiva, além do atrito na região.

Psoríase gutata

Essa variação da psoríase costuma se apresentar na forma de pequenas lesões localizadas, em formato de gotas, cobertas por uma fina escama.

Ela está mais associada a processos infecciosos, como as infecções bacterianas na garganta.

Normalmente, a psoríase gutata surge em áreas do tronco, braços e coxas (bem próximas aos ombros e quadril) e também no couro cabeludo. 

Costuma ocorrer com mais frequência em crianças e adultos jovens antes dos 30 anos, com melhora espontânea ao longo do tempo.

Psoríase eritrodérmica

Esse tipo de psoríase é menos comum, mas o mais grave, muitas vezes necessitando de internação hospitalar para o seu tratamento.

Ela causa lesões avermelhadas generalizadas em 75% ou mais do corpo, que podem coçar ou arder intensamente, provocando febre e calafrios.

Em geral, costuma ser desencadeada por queimaduras graves, tratamentos com corticosteróides, infecções ou por algum outro tipo de psoríase mal tratada ou não curada de forma adequada.

Psoríase ungueal

A psoríase ungueal afeta as unhas das mãos ou dos pés, fazendo com que a unha cresça em formato anormal, se descolando do leito.

Nesse caso, as unhas podem engrossar, escamar, mudar de cor (amarelada) e até ficar deformadas com depressões puntiformes.

Psoríase artropática

Outro tipo de manifestação de psoríase rara, que acomete apenas 8% dos casos. Esta está associada às articulações, acompanhada de fortes dores principalmente nas pontas dos dedos das mãos e dos pés ou em grandes articulações como a do joelho e até a coluna vertebral (versão mais grave).

Psoríase pustulosa

Como o próprio nome já indica, essa psoríase pustulosa causa lesões intensamente vermelhas com pus (pústulas) nos pés e nas mãos (localizadas) ou espalhadas pelo corpo (generalizada).

Essas pequenas bolhas costumam secar dentro de alguns dias, mas podem reaparecer após algumas semanas. 

A psoríase pustulosa, quando generalizada, é uma forma grave da doença e pode causar febre, calafrios, coceira intensa e fadiga, podendo até trazer risco de morte se não for tratada.

Psoríase palmo-plantar

É semelhante à pustulosa, a diferença é que as lesões aparecem como fissuras nas palmas das mãos e solas dos pés.

Tratamento para psoríase

A psoríase é uma doença de evolução crônica, não tem cura e nem prevenção, mas é possível tratá-la de forma a amenizar os sintomas (gravidade das lesões) e controlar sua reincidência. 

O tratamento para psoríase mais indicado por dermatologistas são os medicamentos tópicos, como cremes e pomadas, ou sistêmicos (comprimidos ou injeções), a depender do caso.

Casos leves e moderados (cerca de 80%) podem ser controlados com o uso de medicação tópica, hidratação da pele e exposição solar.

Em geral os tratamentos sistêmicos são mais indicados para pacientes com psoríase grave e/ou com artrite psoriásica ou naqueles que não responderam ao tratamento  tópico ou fototerapia.

No entanto, cada tipo de psoríase vai responder a um tipo diferente de tratamento ou uma combinação deles.

Há também tratamentos biológicos feitos com medicamentos injetáveis, indicados para o tratamento de pacientes com psoríase grave, como os chamados anti-TNFs (adalimumabe, certolizumabe-pegol, etanercepte e infliximabe), anti-interleucina 12 e 23 (ustequinumabe), os anti-interleucina 17 (secuquinumabe e ixequizumabe) e os anti-interleuciina 23 (guselcumabe e risanquizumabe).

A fototerapia também costuma ser indicada, e consiste em expor o paciente à luz ultravioleta de forma consistente e com supervisão médica.

Pomada para psoríase

Alguns tratamentos tópicos (pomadas para psoríasepodem incluir o uso de pomadas com poderes hidratantes e anti-inflamatórios. Algumas opções são: ureia, LCD ou alcatrão, vitaminas e óleos vegetais.

Remédio para psoríase

Medicamentos por via oral (remédios para psoríase) apenas são indicados para casos mais graves de psoríase refratária a outros tratamentos.

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