A ceratose folicular, também chamada de hiperqueratose folicular ou queratose pilar, é uma condição benigna e muito comum em que o excesso de queratina entope os folículos pilosos e forma pequenas bolinhas ásperas, avermelhadas ou esbranquiçadas, nos braços, nas coxas, nas nádegas e nas bochechas. Ela não é contagiosa, costuma ter origem hereditária e não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com hidratação e cremes com ureia ou ácidos. A seguir, você entende as causas, os sintomas, a diferença para outras ceratoses e os tratamentos que o dermatologista pode indicar.
Você sabe o que é ceratose folicular? É uma alteração superficial na pele, que deixa a superfície com aspecto rugoso e áspero, por conta de pequenas erupções avermelhadas ou esbranquiçadas, parecendo pele de galinha.
Elas costumam aparecer nos braços, pernas, rosto e nádegas, onde nascem pelos, daí o seu nome folicular, pois a condição se localiza nos folículos pilosos (base de onde nascem e crescem os pelos para fora da pele).
A causa é incerta, mas sabe-se que é decorrente de uma produção excessiva de queratina, que vai se acumulando nos folículos pilosos.
Felizmente, não é considerada uma doença ou condição grave, capaz de provocar sintomas mais sérios como dor ou coceira.
Por não ser uma doença propriamente dita, não existe cura e o seu tratamento na maioria dos casos também não é necessário.
No entanto, a aparência da pele gera um certo desconforto para quem sofre da condição, por isso os dermatologistas costumam indicar cremes para manter a pele hidratada e melhorar a aparência ao disfarçar as bolinhas.
Saiba como lidar com a ceratose folicular abaixo!
O que é ceratose folicular?
A ceratose folicular é uma alteração na camada mais superficial da pele, que apresenta hiperqueratose (espessamento da camada mais externa), deixando o aspecto da pele escamoso ou verrucoso (áspero).
É uma condição dermatológica hereditária muito comum, provocada pela produção em excesso de queratina (proteína) ao redor do folículo piloso.
Em geral, a condição é identificada pelas alterações na pele na forma de manchas ásperas e pequenas bolinhas avermelhadas ou esbranquiçadas, ligeiramente endurecidas, semelhantes à acne, em um aspecto semelhante à pele de galinha.
Apesar do desconforto estético, a ceratose folicular é considerada benigna. Em geral não dói, e a coceira, quando aparece, costuma ser leve.
No entanto, pode surgir em qualquer parte do corpo, sendo mais frequente nos braços, coxas, rosto (bochechas) e na região das nádegas.
Por ser benigna, a condição não traz riscos à saúde, sendo que a tendência é diminuir ao longo da idade e com a ajuda de determinados cremes para ceratose pilar.
Diferença entre ceratose folicular e queratose pilar
A ceratose folicular é também conhecida por queratose pilar, sendo ambas denominações diferentes para uma mesma condição.
Portanto, não há diferença entre elas.
Não confunda com a ceratose folicular invertida: apesar do nome parecido, é uma lesão benigna diferente, em geral única, que aparece no rosto de adultos e é confirmada por biópsia.
Causas da ceratose folicular
Ainda não se sabe com certeza o que causa a ceratose folicular. Porém, o seu principal mecanismo é a hiperqueratose, ou seja, um acúmulo de queratina nos folículos pilosos causado pelo excesso de produção dessa proteína na pele.
A queratina é fundamental para o organismo, pois ajuda na formação da estrutura do corpo, sendo responsável também pela força e elasticidade dos fios de cabelo e pelos.
Ela está presente também nas unhas e ajuda na defesa da pele, formando uma barreira contra a invasão de substâncias nocivas e infecções causadas por micro-organismos invasores.
Não se sabe porque esse excesso de produção de queratina ocorre, mas pode estar relacionado ao uso constante de roupas apertadas, ressecamento da pele (falta de hidratação) ou ictiose, carência de vitamina A, por conta de doenças hereditárias autoimunes, ou problemas dermatológicos, como a dermatite atópica.
Pessoas que sofrem de doenças alérgicas, como asma, eczema ou rinite, também são mais suscetíveis ao seu desenvolvimento.
Tipos de ceratoses
A ceratose folicular faz parte de um grupo de condições dermatológicas chamado “ceratoses”, que se subdividem em: actínica, seborreica e folicular ou pilar.
Ceratose actínica (ceratose solar):
É uma condição causada pela exposição solar, em áreas mais expostas aos raios solares, como face, orelhas, couro cabeludo em calvos, colo, dorso das mãos e antebraços.
Se apresenta na forma de lesões avermelhadas ou ligeiramente acastanhadas, com uma superfície áspera e queratósica.
Quando aparece nos lábios é chamada de queilite actínica, mas também é conhecida por ceratose solar ou senil, por conta da exposição solar crônica a longo prazo.
Neste caso, dependendo do grau das lesões, pode ser considerada pré-maligna, com risco de evoluir para o carcinoma espinocelular.
Pessoas de pele clara, cabelos loiros ou ruivos, e olhos claros (azuis ou verdes) são as mais suscetíveis, além de pessoas idosas, por conta do tempo de exposição solar.
Ceratose seborreica:
É uma lesão benigna da pele, de origem genética, que deixa a pele com uma aparência arredondada ou irregular, acastanhada, amarronzada ou negra, e de aspecto verrucoso, frequente na face e tronco, podendo crescer e se tornar volumosa.
Ceratose folicular ou pilar:
Como já dissemos, se caracteriza por pequenas manchas avermelhadas ou esbranquiçadas na superfície da pele, que aparecem principalmente nos braços, pernas, nádegas e bochechas, por conta do acúmulo de queratina nos folículos pilosos.
Ela deixa a pele com aspecto áspero e ressecado, não importando o tipo de pele, mas é mais comum entre pacientes com dermatite atópica.
Sintomas da ceratose folicular
Como a ceratose folicular não é uma condição de saúde grave, ela costuma ser assintomática.
Ela é identificada principalmente pelo surgimento de pequenas bolinhas avermelhadas ou esbranquiçadas, levemente endurecidas na superfície da pele, quando a mesma se encontra mais ressecada e áspera.
Em geral não dói, e a coceira, quando aparece, é leve e piora com a pele seca. O principal desconforto é estético.
Normalmente, aparece antes dos dois anos de idade, acometendo face e braços, com melhora gradual até o final da infância e início da adolescência.
Mas há quem desenvolva também após os 10 anos de idade, nos braços e pernas, com melhora após os 20 e 30 anos, ou com o passar do tempo.
Tratamento para ceratose folicular
A ceratose folicular não tem cura e em alguns casos desaparece sozinha. Por isso, em alguns dos casos, não há indicação de tratamento para ceratose folicular específico.
No entanto, o dermatologista pode prescrever o uso de cremes ceratolíticos e hidratantes, com ácidos e/ou ureia, cremes com ácido glicólico ou vitamina A para aliviar a aparência estética.
O objetivo desse tratamento é promover a renovação celular no local afetado e evitar o ressecamento da pele, diminuindo ou evitando o excesso de produção de queratina.
Em casos mais avançados, que não respondem a cremes e loções, pode-se indicar alguns procedimentos estéticos, como o peeling químico e a microdermoabrasão para amenizar a aparência.
Há como prevenir a ceratose folicular?
A ceratose pilar não tem como ser prevenida, mas pode ser tratada mantendo a pele hidratada e controlando as condições de base que podem influenciar o seu aparecimento, como a dermatite ou doenças alérgicas.
Creme para ceratose folicular
Caso ela persista e seja frequente, pode-se utilizar alguns tipos de creme para ceratose folicular para amenizar o incômodo com a aparência e a textura da pele.
Nestes casos, o dermatologista costuma indicar tratamentos de fins estéticos, no objetivo de hidratar a pele e disfarçar as bolinhas, através de cremes específicos, como por exemplo:
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Cremes com ácido glicólico e ureia: promovem a renovação celular, removendo as células mortas na superfície da pele, para uma hidratação mais profunda.
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Cremes com ácido lático ou vitamina A: promovem maior hidratação das camadas da pele, com objetivo de reduzir a quantidade de bolinhas na pele.
Resumo
A ceratose folicular, também conhecida como queratose pilar, é uma condição caracterizada por pequenas bolinhas ásperas que surgem em áreas como braços, coxas e nádegas. Ela ocorre pelo acúmulo de queratina nos folículos pilosos, o que dificulta a saída normal dos pelos. As causas mais comuns são a predisposição genética e a pele ressecada. Os tratamentos indicados pelo dermatologista incluem produtos com ureia, ácido salicílico ou ácido lático e hidratação constante, que ajudam a suavizar a pele e a melhorar a sua aparência.
Perguntas frequentes
O que é ceratose folicular?
É uma condição benigna da pele, também chamada de hiperqueratose folicular ou queratose pilar, em que o excesso de queratina se acumula nos folículos pilosos e forma pequenas bolinhas ásperas.
Onde a ceratose folicular costuma aparecer?
É mais comum nos braços, nas coxas e nas nádegas e, em alguns casos, nas bochechas.
Quais são as causas da ceratose folicular?
A causa exata não é conhecida. A condição tem forte componente hereditário e está ligada à pele seca e a alterações na renovação das células da pele. É mais frequente em quem tem dermatite atópica ou outras alergias.
A ceratose folicular tem cura?
Não tem cura definitiva, mas pode ser controlada com hidratação regular e cremes indicados pelo dermatologista. Em muitas pessoas, ela melhora com o passar dos anos.
Quais ingredientes ajudam no tratamento?
Cremes com ureia, ácido salicílico, ácido lático, ácido glicólico ou derivados da vitamina A ajudam a remover o excesso de queratina e a suavizar a pele. O ideal é que o dermatologista indique a combinação e a concentração.
Como evitar que a ceratose folicular piore?
Manter a pele hidratada, evitar banhos muito quentes e longos e usar esfoliantes suaves, sem esfregar a pele com força, ajudam a controlar as bolinhas.
